Nanovor – um jogo para o futuro
Imagine que a terra fosse tomada por criaturas nanoscópicas que batalhavam pela supremacia no planeta e que, com o resfriamento da crosta no decorrer dos milênios, tivessem entrado em hibernação criastalizada meio como acontece com vírus. Daí você, enquanto procura por ácaros e outras coisas assim beeeeem pequeninas, acaba descobrindo que tais criaturas renasceram na sua placa-mãe. Pois então, esse é o plano de fundo de Nanovor.
O jogo é só mais um genérico do sistema de batalhas de Pokémon que, por sua vez, é um genérico do sistema de rinha de galos. O jogo não muda do “você tem suas criaturas e coloca-as para brigar com as criaturas de um estranho e ver qual fica de pé no campo de batalha”, porém dá uma roupagem mais mais real e violenta: as criaturas aqui explodem e são picotadas de diversas maneiras diferentes, voltando milagrosamente à vida depois da batalha.
As batalhas não fogem muito do padrão Pokémon de atacar ou trocar de criatura. Os ataques variam o suficiente, contando com dano, buffs e debuffs. Eu particularmente acho o Nanovor bem mais estratégico que o Pokémon por limitar o seu enxame não pela quantidade e sim pela força dos Nanovor que você escolhe: como cada um vale uma quantidade de pontos e você tem um limite total (1000 pontos, por exemplo), escolher bem as forças e fraquezas dos integrantes vai permitir que enxames com menos Nanovor ganhem de enxames maiores.
Um dos pontos positivos é toda a evolução das criaturas. Para começar, elas possuem árvores de evolução baseadas em feitos, não simplesmente em níveis. Então, para evoluir um dos seus Nanovor, você pode precisar matar X outros Nanovor, utilizar todos os ataques em um único Nanovor e sair vivo ou coisas do gênero. A evolução também é engrenada por um sub-jogo onde você liga conjuntos de pedras coloridas, os EMs, que, em determinada sequência de ordem e cor, ativam uma evolução. Além disso, existem evoluções que só se tornam públicas após serem descobertas pelos jogadores. Outra coisa que gostei foi a possibilidade de batalhar em grupos de até 4 jogadores.
Também gostei muito da interface. Bem animada, mas não poluída. Combina muito com o estilo do jogo e, com a prática, você escolhe seu enxame em segundos. Muito bom mesmo.
O sistema de Badges, ou medalhas, é uma adição extremamente interessante. Como já é costume hoje em dia, Nanovor libera as medalhas conforme você vai fazendo determinadas tarefas ou alcançando determinados marcos. O interessante é que as medalhas não são exclusivas do jogador, permitindo que você conquiste várias também para o seu Nanovor. Isso adiciona muito ao fator desafio, além de manter o jogador interessado durante muito mais tempo.
Os pontos negativos, porém, se espalham por todo o jogo. O chat é uma aberração. É bonito e funcional, mas o filtro de conteúdo é, no mínimo, tedioso: ele simplesmente bloqueia coisas sem noção, como “first” e “three”, além de abreviações clássicas do inglês como “omg”. Aparentemente, ele joga asteriscos em tudo que não reconhece como palavra real, mesmo quando É uma palavra real ¬¬.
O login é demorado, normalmente me fazendo esperar por mais de 1min entre confirmação de senha e abertura da sala com os outros jogadores. O jogo deixa explícito o limite até onde você pode ir sem ter que comprar Nanovor ou EMS por dinheiro real e faz propaganda de como comprar tais itens por todo lado. Achei isso frustrante, pois como um jogador novo eu fico me limitando, sabendo que não vou investir tempo numa diversão que logo logo se acabará. Não gostei também da forma da atualização: está certo que não é grande como as de outros MMOGs por aí, mas a janela exibindo “Downloading file 57 of 590” não pegou muito bem prá mim não.
A música de fundo é repetitiva e, com poucos dias de jogo, já está me dando nos nervos… Ela nem faz aquele loop perfeito, dando uma quebrada logo assim que recomeça. Isso vindo de alguém que tem uma lista do Winamp só com soundtrack de videogames é realmente problemática.
Até o momento o jogo não me parece ter muito tempo no mercado, o que explica as falhas. Pretendo sim reavaliá-lo daqui há um tempo, quem sabe 1 ano. Tenho certeza que ainda tem um futuro interessante pela frente.
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Jogos que joguei | Nuss... E agora?!? — 7 de março de 2010 @ 16:43
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