Muramasa: The Demon Blade

By Tiago Frossard | 11 de outubro de 2009

O Caio, amigo meu de Volta Redonda, apareceu com uma surpresa prá mim: um tal de Muramasa para o Wii. Como eu ainda não tinha ouvido falar dele (do jogo, não do Caio =P), resolvi testar. Rapá… fiquei besta com o que eu vi.


Me lembro que o 1o jogo que aluguei pro meu saudoso Dynavision 3 Radical (há alguns bons anos atrás) foi um de um muleque azul que atirava nos inimigos e ganhava as armas dos chefes das fases. Conceito simples, mas que gerou uma das melhores séries de ação/plataforma da história: Mega Man. Mega Man cresceu para a série Mega Man X mantendo tudo que o transformou num sucesso, mas ganhou muito mais velocidade e ritmo: Os chefes passaram a ter um modus operandi mais extenso, com ataques variados, estágios de luta e até mesmo controle de arenas. Saudosa ação 2D que nunca mais vi, até o Muramasa.

Muramasa é calmo e cativante. Você passeia prá um lado e prá outro em ambientes 2D muito bonitos e bem trabalhados, ambientados n’um clássico japão feudal repleto de cachoeiras, telhados, florestas de bambu, praias, cavernas, campos… A música ambiente é fenomenal, deixando bem claro que esse é um jogo não só para ser jogado, mas também apreciado. Então você fica lá vendo o mundo de jogo, babando nos efeitos de luz, nas transparências quando, subitamente, a ação começa: personificando  um dos personagens principais (Kisuke ou Momohime), você se vê cara a cara com uma dúzia de inimigos como samurais, sapos demoníacos, espíritos  e ninjas que querem sua cabeça.

O jogo então muda completamente: ritmo da batalha pula para, no mínimo, emocionante. É incrível como a grande quantidade de movimentos como ataques baixos, altos, bloqueios, especiais e troca de armas torna-se incrivelmente intuitiva com a estrutura simplificada: você não pensa “agora é hora de usar o ataque X” e usa, você simplesmente usa o ataque e nota quando ele já aparece na tela. É instintivo, não consciente. Não é como os difíceis combos de Tekken onde vc tem o momento certo para cada botão, é como correr a 800 km/h em Starwars Racer e não bater em nada, como fazer aquele solo sinistro no Guitar Hero sem ter decorado as notas ou como lutar com 40 inimigos no Prototype enquanto joga tanques em helicópteros e corre pelos prédios. O resultado é se surpreender com combos de 200+ hits em inúmeros inimigos ao mesmo tempo e ainda sair sem ter tomado um único ataque. Daí, com o povo todo devidamente rasgado no meio você limpa sua espada e volta a passear nos  serenos campos que ambientam o jogo.

Falando na troca de armas, o jogo conta com um sistema legal de forja de espadas. São mais de 100 espadas colecionáveis, algumas específicas para cada um dos personagens, outras comuns aos dois. Quanto mais você picota os inimigos, mais soul ganha para poder forjar espadas mais fortes, divididas entre 2 tipos: as longas, mais lentas, porém causadoras de maior dano e com um alcance maior e as curtas, rápidas, porém curtas e causadoras de menor dano. Cada uma conta com alguns bônus, como mais vitalidade ou mais força, além de seu especial específico. Você escolhe um conjunto de 3 e trocar entre elas facilmente durante a porradaria, criando combos es. De certa forma, esse funcionamento lembra MUITO o de Devil May Cry, possibilitando a personalização dos combos com rápidas trocas de armas entre eles.

É…. Eu já estava sentindo saudades dessa jogabilidade 2d sem grandes firulas.

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4 Comentários

  • By Caio, 26 de outubro de 2009 @ 21:24

    To achando que você nem jogou… fez o post pra fazer média… qual é o chefão??? hauhahhauhua

    Quando joguei esse jogo, lembrei na hora de vc! Queria mandar sem vc saber, mas não sabia o endereço…

    O texto da uma noção exata do jogo. Muito bom!!

    Faltou dizer que no terceiro estágio, se você fizer dois pra trás, um pra frente, 1, 1, 2, A, B, pega todas as espadas, abre todo mapa e fica invencível.

  • By Bruno, 18 de novembro de 2009 @ 21:20

    Pow agora eu vou ter q arrumar tempo pra jogar. Me empolguei com o post. Põe esse na lista de escambo. Abraço

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